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A verdade sobre a pílula anticoncepcional

Muitas mulheres utilizam o anticoncepcional com a intenção de "tratar" doenças e sintomas do ciclo menstrual, enquanto outras tantas o escolhem como método contraceptivo sem nunca terem sido devidamente orientadas sobre as outras opções disponíveis. Muitos dos efeitos colaterais associados ao seu uso nunca são discutidos no momento da indicação, o que pode gerar uma falsa sensação de segurança sobre suas consequências. Trago aqui mais informação e consciência para que você possa tomar decisões de saúde de forma mais informada.

A pílula anticoncepcional atua bloqueando o ciclo hormonal natural ao inibir a liberação de hormônios responsáveis pela ovulação. Ela contém versões sintéticas dos hormônios estrogênio e progesterona (usualmente o etinilestradiol e um progestágeno), que, ao serem ingeridos diariamente, mantêm níveis estáveis no corpo. Isso impede que o cérebro envie sinais aos ovários para liberar o óvulo, bloqueando a ovulação. Além disso, a pílula altera o revestimento do útero, tornando-o menos receptivo à implantação de um embrião, e engrossa o muco cervical, dificultando a passagem dos espermatozoides, o que contribui para a sua eficácia contraceptiva.


O primeiro gráfico mostra um ciclo hormonal normal, o segundo mostra em uso de anticoncepcional hormonal:


Além de bloquear a produção natural dos hormônios femininos (e todas as suas consequências), o uso de anticoncepcionais está associado ao aumento nos marcadores de inflamação, como a PCR. Esse aumento na inflamação crônica de baixo grau pode prejudicar a microbiota intestinal, que desempenha um papel essencial na regulação da resposta imunológica e no metabolismo do estrogênio. O anticoncepcional também está associado a um risco aumentado de trombose, um efeito colateral grave e potencialmente fatal.

Outro aspecto importante que muitas vezes não é discutido é como o uso do anticoncepcional afeta o cérebro. Sabe-se que, durante o uso, a circuitaria neurológica funciona de maneira completamente diferente de um ciclo ovulatório com hormônios naturalmente produzidos pelos ovários. Esse uso pode predispor a humor depressivo,  ansiedade e a diminuir a libido.

O anticoncepcional também reduz a absorção de importantes vitaminas do complexo B, fundamentais para o funcionamento adequado do fígado, destoxificação e processos de metilação. Isso pode significar que o fígado não funcione plenamente, comprometendo a eliminação de toxinas do organismo. Ele aumenta os estoques de cobre, o que pode reduzir os níveis de zinco e ferro — minerais envolvidos na imunidade e prevenção de doenças como anemia e rinite alérgica.

A absorção comprometida de selênio pode afetar diretamente a produção de hormônios tireoidianos, prejudicar a imunidade, desencadear alergias e ainda impactar a saúde de unhas e cabelos. A diminuição da absorção de magnésio, por sua vez, pode intensificar o estresse, dificultar o relaxamento e piorar a qualidade do sono. O anticoncepcional também afeta a absorção de vitamina C, um antioxidante responsável pela proteção celular.

Se você optou pelo uso da pílula, é importante que todos esses riscos tenham sido explicados. Lembre-se: o anticoncepcional não trata nenhuma condição médica. Como o próprio nome diz, é apenas um método para evitar a gravidez — e nem de longe é o mais eficaz disponível.

 
 
 

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