Vamos falar sobre educação sexual?


Meninas, educação sexual não é ensinar o Kama sutra! É explicar as diferenças entre os corpos feminino e masculino, falar sobre masturbação, reforçar que ninguém pode tocar em seu corpo sem consentimento, entre outros temas que podem ser considerados tabus.

Dados da OMS apontam que, quanto menos informação, mais precocemente se inicia a vida sexual. Se alguns pensam que não tocar no assunto pode retardar o "processo", estão enganados. Ainda recebo no consultório mães desesperadas com a filha adolescente que já iniciou a vida sexual, mas não quer que ela use algum método contraceptivo por medo de “liberar para transar”, como se isso não fosse acontecer com ou sem anticoncepcional!

Dados estatísticos mostram que 6 em cada 10 jovens entre 15 e 24 anos fizeram sexo sem preservativo no último ano. Isso tem contribuído bastante para aumento da incidência de DSTs. Quando falamos em DST, prevenção é sinônimo de preservativo. Vale ainda alertar que a consulta periódica com um ginecologista é fundamental. Os exames para DSTs devem ser algo de rotina para todas as pessoas sexualmente ativas.

A educação sexual bem orientada, respeitando o desenvolvimento psicossexual típico de cada faixa etária, é uma das formas mais eficazes para reduzir a vulnerabilidade dos adolescentes perante práticas sexuais abusivas e não seguras.


0 comentário