Mulheres são cíclicas.


Isso quer dizer que a cada 7 dias, aproximadamente, você vive mudanças hormonais que refletem no seu corpo e mente: a pele, o humor muda, os sentimentos mudam - a periquita também muda, tá?


E, se você não inibe sua ovulação por meio de drogas sintéticas (pílula, injeção, adesivo, implante, anel), você terá semanas altas, semanas baixas; dias bons e dias ruins; dias de muita disposição e energia e dias de cansaço e fadiga; dias de pele e cabelo lindos e dias em que foge do espelho.


Se você estiver se permitindo viver seus ciclos naturalmente, é absolutamente normal que você tenha dias de luz e dias de sombra.


É normal ainda que às vezes você sinta muita vontade de chorar e é absolutamente normal não saber os motivos disso.


Durante séculos nos taxaram de loucas por sermos assim: cíclicas.


Chamaram de “doenças” eventos naturais do nosso organismo e nos encheram de drogas e tratamentos inadequados, baseados no desconhecimento absoluto da anatomia e endocrinologia feminina.


No século 19 julgavam que éramos cópias mal acabadas dos homens e era muito comum internar mulheres em hospícios ou submetê-las a cirurgias e procedimentos esdrúxulos simplesmente por não se comportarem conforme a expectativa daquela sociedade.


Esse tipo de conduta marginalizou o comportamento feminino e ainda hoje, muitas mulheres buscam se distanciar desse estado cíclico, achando q ele é inadequado ou incapacitante (oi endometriose!).


Hoje, século XXI, vejo a medicina que cuida da saúde feminina repetir o discurso de 2 séculos atrás, transformando mulheres em vítimas dos seus ciclos.


Não peça desculpas por seus hormônios, peça ajuda para entendê-los!

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