Anticoncepcional é a única opção?

Por enquanto ainda é necessário um homem e uma mulher para fazer uma gravidez acontecer. Enquanto ainda for socialmente aceito que APENAS a mulher é a responsável pela contracepção esse assunto vai continuar polêmico.


A ideia de que a pílula trouxe liberdade sexual e “segurança” contraceptiva é uma percepção enviezada dos fatos.  Via de regra, mulheres não escolhem a maneira como evitam filhos pois acreditam que só existe uma opção.  Cerca de 80 milhões de mulheres no mundo usam a pílula como forma de evitar filhos e não, elas não estão satisfeitas.  


O preservativo - que previne filhos e infecções sexualmente transmissíveis - é usado por apenas 12% da população e a vasectomia por 5% - afinal você não vai encontrar um homem disposto a se tornar estéril.   O DIU permanece no baixo patamar (vergonhosos 2%) graças aos mitos e lendas urbanas que transformam o método seguro em eficácia, aceitabilidade e indicies de complicações, em um monstro.  


Quase ninguém sabe sobre percepção da fertilidade ou acham que acompanhar os períodos férteis é fazer tabelinha.   


Evitar filhos ainda é um questão mal resolvida porque mulheres não fazem a menor ideia do que se passa em seus corpos e são induzidas a fazer “escolhas” baseadas na conveniência e no olhar patriarcal de uma ginecologia feita por homens.   


Se houvesse profissionais dispostos a ensinar as mulheres sobre métodos comportamentais com eficiência, baseado na ciência (que por sinal EXISTE, mas médicos não recebem nenhum tipo de capacitação sobre isso em suas formações) e se ginecologistas parassem de tratar todas as mulheres como indivíduos incapazes de decidir, escolher e lidar com as consequências, o mundo seria um lugar muito mais propício para o desenrolar feminino com toda sua ciclidade e particularidade.




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