É normal?

É difícil achar um médico que realmente compreenda a importância dos ciclos femininos.


A explicação é simples, a formação médica pouco mudou nas últimas décadas. Ainda como um reflexo da medicina patriarcal e centrada na doença, os estudantes e médicos em especialização acabam sendo altamente treinados em diagnosticar e tratar SINTOMAS.


Sim, sintomas!


Pouco se fala em prevenção e correção de desordens.


Digo desordens pois nem tudo o que as mulheres sentem é realmente doença. Às vezes só falta “colocar ordem na casa”.


Oras, nosso corpo não é nossa casa? Quero saber quem aqui já consultou uma ginecologista que perguntou sobre o seu estilo de vida e te explicou coisas básicas como alimentação, atividade física, sono adequado e controle de stress?


O usual é sermos convencidos de que para ser saudável devemos nos afastar da nossa essência feminina, seja bloqueando nossos ciclos naturais com uma pílula, seja nos convencendo que o melhor é NÃO menstruar.


Para isso tentam nos convencer que inibir a fertilidade é o segredo para a liberdade sexual; que sangrar todo mês faz mal pra saúde e que as alterações naturais do nosso humor ao longo do ciclo são sintomas de uma doença que precisa ser tratada.


Encarando tudo o que diz respeito à ciclicidade feminina como se fosse doença gera apenas um resultado: vivemos em constante guerra contra nosso corpo!


A ginecologia natural propõe um olhar carinhoso para cada aspecto da nossa vida, e uma atenção especial aos nossos ciclos (pois acreditamos que eles têm muito a nos dizer).


Assim nos permitimos observar nossa natureza, nossa essência, sem julgamentos ou preconceitos.


Permitir que a mulher faça as pazes com seu feminino é o primeiro passo para o despertar da cura.




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